terça-feira, 29 de dezembro de 2015
O abandono de Antônia
Enfatizando o abandono.------------------------------------------------------------------
Antônia, foi deixada por Gustavo, depois de 6 anos de relacionamento. Um relacionamento que já não ia mais tão bem.
Ela fazia todas as vontades dele, mas mesmo assim, ele já não dava a ela a mesma importância de tempo atrás.
Por muitas vezes, o namorado se mostrou indiferente aos planos que ela fazia...mas ela fingia não perceber que tudo estava a um passo de acabar. E quanto mais ela sentia isto, mais ela se dedicava a pensar em reverter sozinha, uma situação insustentável.
Até que chegou o dia em que Gustavo cravou esta estaca no peito de Antônia, com um sonoro "ACABOU".
Ela implorou, humilhou-se, mas nada faria ele voltar atrás.
Antônia já não saia mais viver sozinha. E a única coisa que sabia pensar era que sua vida tinha acabado ali, no instante em que Gustavo passou pela porta. Ela não tinha mais pernas, nem braços, nem saúde. Sentimentos como gratidão e esperança não habitavam mais aquele cérebro. E a escuridão foi tomando conta de seu coração. E como esperado, a moça entrou em depressão. Como dói ser abandonada...e era só o que Antônia conseguia pensar durante os meses que se seguiram. E esta história se repete e se repete mais do que imaginamos.
Porque será que agimos como se dependêssemos dos outros?
Depressão é uma doença, mas mergulhar na tristeza, é permitir que ela crie forças...é desistir de si mesmo.
Seria como um asmático fumando uma carteira de cigarros.
É preciso entender que somos indivíduos capazes, e que precisamos resgatar o amor próprio, por mais difícil que isto pareça.
O corpo acostuma com as piores dores, e com o tempo elas vão amenizando. E com dor de amor e sensação de abandono, não é diferente.
Mas afinal porque fazemos tanta questão de enfatizar esta dependência pelos outros em nossa vida e rotina?
Porque não conseguimos perceber que existem ciclos, e quando eles se fecham, é vida que segue?
Esperar pelos outros, por melhor que eles sejam, é perda de tempo.
Você precisa depender de si mesmo, precisa depender única e exclusivamente de sua vontade, de seu desejo. Continuar em frente, não é apenas uma opção, mas sim uma espécie de consideração por si mesmo, em respeito a todas as horas que você passou planejando ou sonhando com alguma coisa.
Enquanto você segue em frente, vai conhecendo outras pessoas...e encurtando a distância, entre você e seu sonho, a cada passo. MAS ESTES PASSOS PRECISAM SER DADOS...MESMO QUE VOCÊ NO INÍCIO CAMINHE LENTAMENTE. O importante é caminhar. E quanto aqueles que não quiseram caminhar com você, estes não são problema seu...aliás, nem são um problema. São apenas pessoas bacanas, (ou não), amigas (ou não), que fizeram parte da sua vida...o resto é sempre VIDA QUE SEGUE.
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